Sinto a tempestade cair e meus cabelos molhados colarem ao meu rosto e com a minha visão embasada te vejo ir ao longe. Pra longe de mim. Não posso mudar suas escolhas, mas tenho que admitir que eu realmente não sou o melhor pra você. Queria poder ser, apesar de tudo. Minhas lágrimas junto com as gotas grossas da tempestade tocam meus lábios e levam consigo o gosto do ultimo beijo. Não me importo com as doenças que poderei pegar ao ficar horas aqui nem com o que os outros que me olham pela janela nesse instante vão pensar. Quero apenas ficar aqui olhando, agora, o lugar vazio por onde você passou. Não é somente o lugar que está vazio, mas meu peito também. O oxigênio me falta e eu não espero que isso melhore, o que sinto não vai passar. É melhor assim, eu tenho que me convencer. Poderia ser pior e ambos sairíamos machucados. Mandá-lo embora foi como dar uma facada no meu próprio peito mas era uma atitude necessária. Não posso pensar que você vai compreender e voltar pra mim se negando a partir. Minhas palavras o atingiram como laminas afiadas e em seus olhos puder ver o amor ferido, ele estava disposto a lutar por nós, mas não poderia deixar fazer tal sacrifício. Eu o amava demais pra isso. O amor explica o abandono? De qualquer jeito é tarde demais...
Nenhum comentário:
Postar um comentário