sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Como um moribundo

Conheci os restos desse mundo

Andei sobre os lugares mais imundos

Supliquei pelo resto como um moribundo

Fui chamado pelo homem alto de vagabundo

Vi meus filhos morrerem sem o que comer

Enquanto os filhos daqueles se desfaziam do melhor

Chorei ao ver minha mulher sofrer

Não de frio, não de fome mas dessa angustia que nos arrebata

Sorri quando achei aquele papelão

Torcendo para chegar em casa e agradar minha família

Mas a chuva não foi bondosa e imaginei o que faria

Desvaneci ao lembrar do lugar que chamo de lar

Acordo todas as manhãs não sei porque

Apenas me alegro pelas noites ao lado da minha morena

Queria eu lhe dar tudo o que aqueles da mansão usufruem

Mas meu querer não interfere em nada

Não queria muito nem tudo

Queria apenas sorrir sem essa consciência pesada

Sinto os olhares do mundo sobre mim

Mas isso não me traz mais que humilhação

Eles apenas olham, mas me tratam como um cão

Não lhes pedi bondade,não lhes pedi amor

Só a justiça,por favor.

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