Suas mãos calejadas contam sua história
Seus pés feridos mostram sua realidade
Sua barriga vazia está cheia
Seu primogênito correrá na terra seca
E se o destino for bondoso
A chuva verá chegar
Pequeno fruto do desespero
Entre os galhos secos e raízes sem vida
Procurará uma esperança
Mas sua barriga não espera
E sua alma congela
Coitado do povo dessa terra
Que só vê a vida passar.
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