sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Cendendo aos seus caprichos
E uma pergunta retórica fica presa no ar
Ainda serei capaz de me libertar?
De amar?
Viver.
Sonhar.
Criar.
Esperar.
Pular.
Sorrir.
Deliberar.
Se ceder a você?
Por que com esta pose que me tomas
E faz arrepiar-me
Tenho medo de entregar-me
E não poder voltar atrás.
Mas que se dane, só me mostre o seu melhor!
Contraditória
Saberia que minhas atitudes não têm cabimento
Sou constante contraditória, pra não dizer notória
Veria tudo aquilo que reservo de ti em mim
Eu só sou reflexo do que quero assumir:
Uma fortaleza diante de ti.
Obsessão
E guardei sobre o luar
Sinto como se me negasse a te amar
Covardia, então ?
Reli sobre o que escrevi
E tudo é relativo a ti
Tenho medo dessa obsessão
Tenho medo dessa paixão.
Como um moribundo
Conheci os restos desse mundo
Andei sobre os lugares mais imundos
Supliquei pelo resto como um moribundo
Fui chamado pelo homem alto de vagabundo
Vi meus filhos morrerem sem o que comer
Enquanto os filhos daqueles se desfaziam do melhor
Chorei ao ver minha mulher sofrer
Não de frio, não de fome mas dessa angustia que nos arrebata
Sorri quando achei aquele papelão
Torcendo para chegar em casa e agradar minha família
Mas a chuva não foi bondosa e imaginei o que faria
Desvaneci ao lembrar do lugar que chamo de lar
Acordo todas as manhãs não sei porque
Apenas me alegro pelas noites ao lado da minha morena
Queria eu lhe dar tudo o que aqueles da mansão usufruem
Mas meu querer não interfere em nada
Não queria muito nem tudo
Queria apenas sorrir sem essa consciência pesada
Sinto os olhares do mundo sobre mim
Mas isso não me traz mais que humilhação
Eles apenas olham, mas me tratam como um cão
Não lhes pedi bondade,não lhes pedi amor
Só a justiça,por favor.